Arquivo mensais:fevereiro 2017

Como escolher o banco da sua Startup

Se você deseja abrir uma conta em algum banco para a sua startup, deve estar se perguntando qual a melhor opção. Pode ser tentador resolver logo e escolher de forma mais aleatória, ou seguir um conselho de amigo, sem pensar muito; mas não faça isso. Pense com calma e estude bem suas opções para evitar dores de cabeça. Vamos ver aqui quais os passos que você deve tomar na hora de escolher um banco.

•    Qual o seu objetivo?
Pense, primeiramente, na razão de abrir conta em um banco. Você quer apenas ter uma conta corrente para facilitar transferências e transações? Você quer contrair um empréstimo, na forma de crédito pessoal? Ou quer uma conta poupança? Pode ser que queira uma conta corrente e uma poupança ao mesmo tempo. Pense bem nisso tudo e saiba claramente seus motivos.

•    Que banco é melhor nesses serviços?
A importância de ter seu objetivo bem claro em mente é muito grande. Assim, você já sabe bem o que procurar num banco. É interessante pesquisar a satisfação dos clientes no serviço procurado. Veja quantas pessoas elogiam ou reclamam do atendimento, infraestrutura, taxas cobradas, benefícios etc. Por exemplo, se você pretende fazer bastante uso de postos de autoatendimento (caixas eletrônicos), pesquise quais bancos costumam tê-los sempre funcionando e de forma segura.

Se é um serviço indispensável para você, e o banco que pesquisa mostra comumente ter caixas eletrônicos quebrados, seria bom repensar.

•    Qual o preço cobrado por esses bancos?
Já sabendo quais os serviços que você pretende usar, é bom checar as taxas administrativas cobradas pelo banco. Contas correntes e poupança têm taxas de manutenção, e os preços costumam variar bastante de banco para banco. Se você pretende adquirir alguma forma de empréstimo ou crédito pessoal, também é bom verificar cuidadosamente as taxas de juros cobradas. Caso não entenda bem o que cada banco diz, procure em sites na internet. Você pode encontrar tabelas comparativas dos principais bancos.

•    Lembre-se de ver os preços adequados à sua situação.
Bancos têm planos, pacotes e contas diferenciadas de acordo com sua situação. Por exemplo, caso você esteja na faculdade, é importante buscar os preços e serviços voltados para universitários. Os valores de taxas, cartões e também os serviços são diferenciados e reduzidos. Compare a diferença entre os bancos levando isso em conta.

•    Fique muito atento ao cheque especial.
O cheque especial é uma faca de dois gumes. Ele pode salvar sua vida em momentos de aperto, mas ao mesmo tempo pode ser uma armadilha perigosa. O cheque especial é o limite de crédito pré-aprovado para saques. Assim, quando você estiver zerado em sua conta, o cheque especial está disponível e você pode sacar dinheiro ou efetuar compras. E, a partir do momento em que você o utiliza, contrai um empréstimo. E os juros cobrados são muito altos.
Por isso verifique bem como os bancos cobram por este serviço. Pense se você pretende utilizá-lo ou não, veja bem as regras. E lembre-se que imprevistos são chamados assim pois chegam sem esperarmos. Pode ser que você acabe sendo obrigado a utilizar o cheque especial para emergências. Portanto, não subestime taxas de juros exorbitantes que podem te engolir mais para frente!

•    Pense em sua praticidade
Você pode, depois de analisar todas as questões acima, estar praticamente com um banco preferido na cabeça. Antes de se resolver, pense na sua vida diária. Você vai usar mais o internet banking ou bankfone? Ou pretende resolver suas questões bancárias pessoalmente? Veja como os bancos são em seus serviços tecnológicos.

Afinal, se você vai depender muito da internet, é essencial que o banco seja de confiança, seguro e com boa infraestrutura. Se o servidor cair o tempo todo, você pode perder prazos e sair muito prejudicado.

•    Pense nos seus arredores.
Não é interessante você ter conta num banco longe de você. E não pense apenas nos caixas eletrônicos – pense em sua agência. Quando houver algum problema ou você quiser contratar um novo serviço, é provável que precise conversar pessoalmente com um gerente. Atravessar a cidade para fazer isso vai ser muito aborrecedor e te fará perder muito tempo.

Pense em agências próximas da sua casa e/ou trabalho. Considere também a quantidade de caixas eletrônicos perto dos lugares por onde passa diariamente. É também interessante ver se seu banco dispõe de serviços 24 horas, especialmente para quem trabalha à noite.

•    Pense em seu trabalho e família.
Seu trabalho utiliza um banco específico? E os membros de sua família, onde têm conta? Isso pode ser interessante de se analisar. Para pagar contas, transferir e receber dinheiro, é muito mais fácil e barato quando é tudo num mesmo banco. DOC e TED exigem taxas que uma transferência comum não tem.
Se você gosta de mandar dinheiro para seus familiares ou eventualmente recebe deles – uma mesada, um pagamento de dinheiro emprestado -, esse é um ponto muito relevante.

•    Pondere todas as questões.
Agora você pode levar todas essas questões em conta. Você verá que alguns bancos naturalmente estão longe do ideal para você. Você deve ficar com apenas 2 ou 3 bancos para decidir. Faça uma lista de prós e contras e veja quais são os prós e os contras que mais pesam. Não será muito difícil escolher o banco para abrir sua conta desse modo.

Como investir os primeiros 100 reais da sua startup

Se você começou a poupar dinheiro ou está pensando em poupá-lo para sua startup, significa que está pensando no futuro. Então, logicamente, pode ser que queira investir seu dinheiro guardado. Porém, para investimentos de grande retorno, você precisa de uma grande quantia de dinheiro.

Para investir na bolsa de valores, por exemplo, há um mínimo para garantir segurança. Esse valor mínimo é em torno de R$5 mil. Investindo valores menores que esse, se você conseguir um retorno baixo, o dinheiro gasto com corretagem e taxas já te faz sair no prejuízo. Mas isso não significa que você não possa investir um valor baixo e inicial, como de 100 reais, para além da caderneta de poupança.

Por que não investir na Caderneta de Poupança?

Apesar de ser a preferida do povo brasileiro para investir suas finanças pessoais, a poupança não é a melhor opção por ter rentabilidade muito baixa. Embora seja um investimento de renda fixa, a poupança tem sua rentabilidade variável. Ela depende das oscilações da taxa Selic e da inflação. Quando a taxa Selic estiver muito baixa, seu rendimento anual pode ficar muito baixo também.

Tome como exemplo o ano de 2013, em que a Selic chegou em 7,5%. Esse nível tão baixo acarretou em rendimentos de apenas 5% ao ano do dinheiro aplicado na poupança após 2012.

Vale ressaltar que todo o dinheiro aplicado antes de 2012 mantém a taxa fixa da poupança antiga, de 0,5% ao mês.
Uma curiosidade: 65% da poupança é aplicado no crédito imobiliário. Como é previsto por lei, os bancos são obrigados a fazê-lo.

Investindo no Tesouro Selic (LFT)

O Tesouro Selic é o novo nome do que era chamado Letras Financeiras do Tesouro (LFT), mudado em 2015. Trata-se de um título público do Tesouro Direto do Governo Federal. O Tesouro Nacional emite títulos públicos para pagar a dívida pública do Brasil. Ou seja, quando você compra um título, você está emprestando dinheiro para o Governo quitar suas dívidas internas.

O Tesouro Selic tem muitas vantagens para investimentos de baixo valor. É um título pós-fixado; isso significa que você não tem como saber quanto de juros vai receber após investir, já que esses juros variam com o tempo. Mas não há preocupações – isso não quer dizer que ele seja arriscado. Muito pelo contrário, investir no Tesouro Selic tem baixíssimo risco.

Isso acontece, pois, seus juros estão diretamente atrelados à taxa Selic, que varia muito pouco. Isso significa baixa volatilidade, que dá o status de baixo risco.

A boa notícia é que muito provavelmente seus rendimentos anuais terão dois dígitos. Nesse momento (02/2017), de acordo com o simulador do Governo, investir R$100 traria um rendimento bruto (já descontadas taxas de corretagem e impostos) de 10%. Ou seja, você ganharia, em um ano, cerca de R$10. Lembre-se que, apesar dos juros subirem junto com a subida da taxa Selic, eles não são os mesmos valores. Por isso é interessante utilizar o simulador acima.

Quanto mais tempo você deixar rendendo, menores serão os impostos cobrados e você renderá mais. Aliás, todos os títulos têm data de vencimento. Ou seja, após comprar um título, em sua data de vencimento o Governo o recomprará automaticamente. Você receberá seu valor investido com seus rendimentos sem precisar fazer nada. Você também tem a opção de retirar antes do vencimento. É praticamente impossível perder dinheiro investindo no Tesouro Selic.

A grande vantagem é que você não precisar comprar um título inteiro; pode comprar frações deles, com um mínimo de 1%, ou o valor mínimo de R$30. Para você que está com R$100, é perfeito.

Para comprar títulos do Tesouro Selic você precisa escolher uma corretora. Existem corretoras independentes e as corretoras de banco. Você pode optar investir por meio da corretora do banco onde é correntista, mas fique atento: as taxas dos bancos costumam ser muito altas. No simulador do Governo você consegue ver as taxas cobradas pelas corretoras.

Investindo em si mesmo

Sempre que se fala em investimento, pensa-se em bolsa de valores, títulos, caderneta de poupança e muitos cálculos financeiros complicados. Porém, um dos investimentos a se fazer com valores pequenos é em si mesmo. Isso significa fazer uma avaliação sensata e cuidadosa de como se melhorar da forma mais vantajosa possível.

Você pode pensar nas melhores maneiras de ficar mais feliz, e principalmente em como fazê-las de modo a ganhar mais dinheiro. Cursos, por exemplo, são maneiras de se aprimorar, expandir suas capacitações, melhorar seu currículo, aumentar seu leque de habilidades ou especializar-se e aprofundar-se em habilidades que já possui.

Com isso você pode ganhar dinheiro de vários modos, como: renda extra com trabalhos além do seu principal, que podem ser esporádicos e aumentarem de frequência, chegando a se fixar; você pode vislumbrar promoções em seu emprego pelas novas habilidades e qualificações; pode mudar de emprego ou mesmo de cargo, para um que te faça mais feliz, pague melhor e/ou que tenha mais possibilidades de crescimento; e por aí vai.

Investir em si mesmo e conseguir mais dinheiro a partir disso é uma ótima maneira inclusive de juntar um montante para conseguir fazer investimentos maiores do que os seus R$100 iniciais.

Um exemplo prático: suponha que você use R$70 para fazer um curso de artesanato. Com seus R$30 restantes, você compra material após a conclusão de seu curso.

Você começa a produzir com esse material e vende seu artesanato como renda extra. Independentemente dessas vendas serem poucas ou muitas, você já tem dinheiro extra entrando. Reservar todo esse dinheiro extra para investimentos futuros, mesmo que demore um pouco, já faz valer a pena. Afinal, você investiu um valor próximo a R$100 por um conhecimento que pode te render dinheiro até o fim da sua vida.